por Clarissa Baliu

Prática milenar, a meditação atualmente conta com milhares de adeptos, sendo considerada um importante recurso para quem busca reduzir os níveis de estresse e ansiedade.

Com o propósito de compreender se, de fato, a meditação é capaz de gerar efeitos benéficos no cérebro, contribuindo para o equilíbrio mental, pesquisadores em todo o mundo têm promovido estudos sobre o tema.

Na tentativa de identificar quais seriam as alterações no cérebro provocadas por diferentes técnicas de meditação – zen, acem, chakra, budista, transcendental, entre outras –, cientistas das Universidades da Noruega, Oslo e Sidney dividiram essas práticas em dois grupos,

sendo o primeiro voltado à atenção focada, apoiada na concentração em um objeto externo, corporal ou mental, específico, ignorando todos os estímulos irrelevantes; e o segundo à monitorização aberta, que visa ampliar o foco de atenção a todas as emoções e pensamentos de momento sem focar em nenhum deles.

Para comparar os dois grupos, o estudo contou com a participação de 14 indivíduos com experiência em ambas as práticas, avaliados por imagens de ressonância magnética.

Com base na análise dessas imagens foi possível verificar que, durante a prática de monitorização aberta, houve um aumento da atividade cerebral na região do córtex medial pré-frontal, responsável por pensamentos interiores sobre fatos e sentimentos, comumente acionado em situações relacionadas ao futuro ou relações afetivas, enquanto na atenção focada os cérebros se comportaram como se participassem de uma atividade relaxante.

Além de confirmar que o rendimento difere entre as práticas meditativas, os dados do estudo demonstraram que a atividade cerebral se torna mais forte quando a pessoas permitem que suas mentes se mantenham livres, do que quando o cérebro está totalmente focado.

www.modernmysteryschoolint.com